quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CHICO DOS SANTOS, O CHICÃO DA BANDA NEXTOR E SEUS MAMILOS

(Por Diego El Khouri)

Nas minhas andanças pela boemia de Goiânia me deparei  com  uma dessas pessoas que vieram ao nosso planeta para incomodar mais do que agradar. Chico como é conhecido, é um dos integrantes da banda de rock n’roll  Nextor e seus Mamilos. Dono de uma voz rouca e um pensamento ácido, esse grande artista (para alguns apenas louco) me concedeu uma entrevista que posto aqui nesse blog que ficou conhecido como painel artístico do que está rolando por aí. Além de músico, poeta, desenhista e arquiteto, é um ativista que busca fazer de sua vida uma obra de arte. Me lembro de alguns eventos que participei e reparar a reação de choque que algumas pessoas recebiam seu trabalho. Sentia   esse tipo de reação em relação ao meu trabalho também. Somos "perdulários do caos esbanjadores de palavras preciosas" como Maiakovski dizia em um poema. Vemos a arte como uma espécie de “dinamite”. É preciso cutucar feridas, romper tabus. 

Eu sei que você não gosta de Elvis/ só ouve a merda do Charlie Brown/ mas deixa eu comer seu forébis/ baby adoro sexo anal,Techo da música Goiânia não tem mar.

1) Nos fale como surgiu a música em sua vida e se havia alguma repressão por parte da família ou no meio que vivia.
Quando criança os LP's estavam perdendo espaço para as fitas K7, e era muito comum ouvir em casa ouvir os mais variados estilos: sertanejo raiz, samba carioca, músicas populares, músicas italianas, e principalmente músicas clássicas e rock'n roll, que são alguns dos estilos preferidos da minha mãe. Ela adorava as clássicas religiosas como Ave Maria, e também a Primavera de Vivaldi, no rock gostava de Elvis, Queen, as baladas do Scorpions, Legião Urbana, entre outros. Lembro principalmente de conhecer Scorpions através de uma fita K7 pirata da minha mãe, tinha as baladas que ela gostava e outros hits mais pesados pra ela como Black Out que eu gostava bastante. Conheci Supertramp num LP do meu padrinho que foi presente da minha mãe pra ele e estava conosco. Cresci com essa base e conhecendo mais, uma banda leva a outra...
      Estudei no Colégio Estadual Hugo de Carvalho Ramos em 98, cursei a 5ª e 6ª séries alí no Jardim Goiás, bairro nobre da capital. Nesse período o colégio estava degradado e mal cuidado, a região não era bem quista como hoje, mas foi lá que eu entrei pra primeira banda musical da minha vida, a banda marcial do colégio como trompetista. Na época meu gosto pela música clássica me motivou bastante nessa escolha e logo minha mãe estava toda orgulhosa quando me via nas apresentações do colégio ou em desfiles. Cresci com total liberdade no gosto musical, mas como tendência, segui o gosto da minha mãe, e com o tempo meu gosto foi apurando para o rock'n roll, e muito quando conheci meu amigo Vinícius em 98, alguns anos depois quando nos aproximávamos mais, vi que ele já seguia uma linha mais reta no rock'n roll em comparação com meu caminho mais eclético. Depois dessa aproximação nossa tudo mudou, um apoiava o outro e discutíamos sobre rock'n roll. Conforme os anos passavam o alcance das informações ampliava, a internet crescia rapidamente, músicas baixadas era uma febre, e não demorou pro meu amigo ganhar sua primeira guitarra e após algum tempo já em 2007 já montávamos nossa primeira banda, a extinta Em Cima da Geladeira, que nossos pais detestavam e não apoiavam, com músicas de putaria e sem nexo pelo simples prazer da piada, minha mãe detestou mais ainda e era absolutamente contra. Após algumas desavenças entre os integrantes, separamos e no mesmo dia nasceu a banda Nextor & Seus Mamilos, com a proposta de descompromisso total, e cantando letras sarcásticas, de humor negro, sem nexo, e letras de um cotidiano deturpado de sexo, drogas e rock'n roll.



2) Como é tocar rock n’ roll num estado conhecido principalmente por exportar música sertaneja e como vê o cenário atual brasileiro?
 Não tenho preconceito com estilos musicais, e não vejo meus estado ou país com algum compromisso social obrigatório com a música. A população vai ter as preferências musicais de acordo com seu conhecimento. Se você cresce ouvindo todo tipo de musica, você  tem mais liberdade pra escolher, se você cresce condicionado a um estilo musical ou um estilo de vida, é provável que você o siga e o adore. Não vejo problemas com isso. Não gosto muito de samba, e detesto o funk carioca, mas não critico quem goste, e se sou convidado pra uma festa aonde toque esse estilo, ele não me ofende, tampouco me aborrece, mas você não vai me ver escutando em casa, ou eu tocando numa festa minha, a não ser que eu queira agradar algum convidado meu. O que faço não é propriamente música, é protesto camuflado, se eu quisesse fazer música, faria ou tentaria fazer com muita qualidade, logo tocar rock'n roll aqui em Goiânia e ver a reação do público é sempre já o esperado, a maioria não gosta do nosso som, mas existe alguns poucos que entendem a proposta, e isso serve pra separar as pessoas, eu digo separar no sentido de que eu vejo a frescura da maioria, minha música não foi feita pra ser apreciada como Mozart, mas se a pessoa entende a coisa, ela pode até não gostar, mas ela não vai ser reacionária ou conservadora, e assim eu separo as pessoas, aquelas frescas ou raivosas, e os outros que são mais amistosos ou liberais.
Goiás exportar música sertaneja não me importa, mas se é pra dizer algo a respeito eu diria que preferiria que fosse um produto que gerasse renda pro nosso estado e não apenas um título. O Cenário brasileiro está como o mundial, segue adorando as novidades, independente de qualidade, mas não vejo mal algum em modismos ou musicas fugazes, ao meu ver não é uma questão de produção musical e sim de educação, lazer e cultura, posso parecer demagogo ou inocente, mas não me importo. É o que eu penso. Eu sei do que gosto e não repreendo o que o outro gosta, exceto se você conviver comigo, nesse caso há alguns porens. rsrsrs


3) Nos conte o início da banda Nextor e seus Mamilos e sobre a banda anterior que participava.
 Acho que já falei demais nela na outra pergunta, hahahah. Mas não vejo porque não aprofundar. Criamos a banda em 2008 após um show fracasso da antiga banda, a Em Cima da Geladeira. Nosso baterista abandonou enquanto tocávamos knocking on heavens door, em seguida nosso baixista abandonou o baixo. O Nextor já tinha uma ideia de banda há muitos anos, uma ideia de uma banda entre amigos, assim cada qual aprendeu a tocar um instrumento. Eu não fazia parte da formação original, mas acabei por participar como vocalista por ser o único integrante que não tocava nenhum instrumento, embora eu fosse trompetista, mas não cabia naquele momento, e eu não tinha o trompete meu. Dedicamos um ano a ensaios, quase um por semana, a maioria não sabia tocar seus próprios instrumentos, todos aprendemos juntos, e com o tempo o Nextor até me ensinou a tocar Guitarra. Tentávamos tocar corretamente, tocávamos as músicas que o Nextor compunha e algumas músicas do Sex Pistols e Guns n'Roses. Um dia briguei com a namorada do baterista, ele ficou ofendido e nossa relação não ficou bem o que culminou na briga no palco. Brigamos todos e me mantive aliado ao Vinícius, que já era conhecido pelo apelido de Nextor. O resto da banda foi embora e ficamos bebendo  madrugada adentro após o show fracasso, falando mal dos outros integrantes que nos abandonaram, e começamos a falar que montaríamos uma outra banda. O nosso baixista, o Aleixo, estava nesse show e animou na ideia da nova banda, uma banda sem compromisso com ensaios, ou coisa alguma, uma banda pra ofender, tocar rock'n roll, pegar mulheres se desse, começamos a brincar inventando nomes engraçados, escrotos, e nasceu Nextor & Seus Mamilos, quase foi Nextor & Suas Bolas.


4) Nextor e seus Mamilos é conhecida  no cenário alternativo por ser uma banda com pegada irônica e por vezes até escatológica. Sempre causa burburinho e até atitudes extravagantes. Há uma miscelânea de gostos musicais que perambulam por entre os integrantes. Apresentações bombásticas, como por exemplo, você totalmente nu tocando num bar de motociclistas, ou o guitarrista   Vinícius Schmidt tocando com calcinha fio dental.  Nos conte algumas histórias loucas que a banda viveu e como o publico normalmente recebe seu trabalho.
 Hahahahha. Verdade. Esse que eu tirei completamente a roupa foi legal. Já estava habituado a ficar de samba canção nos shows, e eu não usava cuecas, eu tinha que levar uma samba canção e trocar antes dos shows. Esse show em questão foi num bar recém nascido, mas não convém citar o nome do bar, tampouco do dono, mas o cara faltou com respeito com as bandas, atrasos absurdos, não ganhávamos nada, nem tínhamos desconto em nada, não ganhávamos com bilheteria, não ganhávamos nada, só havia gastos e a diversão, mas não estava divertido, o dono do bar só faltou cobrar a entrada das nossas namoradas de tão mesquinho. Alguns amigos foram nesse bar só pra verem a gente tocar e o atraso absurdo de horas irritou a todos, quando tocamos, no momento que eu ficava só de samba canção eu tirei tudo pra ofender, ofendi até o  nosso baixista, que quase abandonou o baixo. Quem presenciou fugiu, quem estava de fora quis entrar pra conferir a merda. Hahahahha. Acho que a vez mais legal, foi no ano passado, um amigo, o DJ Gummy ajeitou pra gente tocar em Brasília com um produtor. Tocaríamos no Blues Pub em Taguatinga  e outro show na Asa Norte num pub chamado Balaio Café. Taguatinga tem a cara de Goiânia e tocaríamos numa região marginalizada. Nos contaram que era numa rua aonde havia prostitutas, travestis, e outras coisa legais. Começamos a nos sentir em casa. Antes do show pensávamos que seriamos bem recebidos em Taguatinga pela questão marginal e tínhamos receio da Asa Norte imaginando uma burguesia que jogaria tomates na nossa cara. No final das contas aconteceu o contrário, não fomos tão bem queridos em Taguatinga e já na Asa Norte foi só alegria. Aprendi algo sobre preconceito  nesse dia. Já fomos expulsos de lugares a quais fomos convidados a tocar e já fomos aplaudidos em lugares aonde tocamos de supetão, pessoas são difíceis de entender e de agradar.


5) Além de  fazer um trabalho politicamente incorreto e subversivo você tem uma visão política própria e é inclusive é militante de partido político. Como vê esse despertar da população com os manifestos rolando a todo instante, se é otimista ou não em relação ao Brasil e dentro desse cenário político extremamente corrupto como acreditar ainda em partidos?
 Me filiei nesse ano de 2013, no Partido Comunista do Brasil (PC do B), e me sinto bem otimista com essa ação. Me sinto mais útil socialmente podendo participar das reuniões, argumentar, ter voz num grupo organizado e com pretensões sociais ambiciosas duma sociedade socialista, e justa. Sem inocência e sem demagogia.
Sempre flertei com o comunismo de Marx e o anarquismo de Proudhon, mas nunca havia tomado partido, mas no fim não escolhemos, somos eleitos, ou você está do lado do oprimido ou do opressor, e o observador distante é um covarde que já tomou o partido do mais forte. Alguns dizem que não existe mais esquerda ou direita, mas você pode ter certeza que existe, e aquele que se diz sem partido eu o indago sobre quem ele votou nas ultimas eleições, esse é o seu partido. 



6) E pra quem não sabe, conte sobre aquela participação sua num sarau na UBE (União Brasileira dos Escritores) em Goiânia quando  leu uma poesia feita na hora falando mal do arcaico pensamento ali vigente além de outras cutucadas, inclusive a  decoração da instituição, o quadro que "enfeitava" o ambiente, etc.
 Hahahahah. Era noite de microfone aberto, era minha primeira visita a UBE, as companhias eram boas, estava contigo meu amigo Diego El Khouri, a Anna Alchuffi e outros. Eu quis ler algo meu, mas achei que nada que eu tinha escrito era pertinente, nenhum devaneio meu, ou crítica social, ou nada sobre o amor era pertinente, comecei a viajar e me ver naquela situação, querendo fazer uma leitura mas sem ter material. Esse pessoal academista tem um pensamento muito retrógrado, é uma questão de poder, eles compõe a UBE pra se sentirem com algum poder social, não os vejo tratando de difundir as artes literárias, vejo eles apenas concentrando. Eu não lembro bem do que escrevi, mas lembro de escrever sobre o quadro mais bonito daquele lugar estar escondido no banheiro masculino, me senti ofendido. Sou apaixonado por artes, principalmente as visuais.


7) Quais livros e discos fizeram sua cabeça e te influenciaram?
 O Homem que Matou Getúlio Vargas- Jô soares
gostava muito do bom humor dele misturado com fatos históricos.
Misto Quente- Henrich Karl Bukowski
Numa Fria- idem
O amor é cão dos Diabos- idem
A vida vagabunda de Bukowski retratada em seus livros, me leva muito a pensar sobre a sociedade.
Para além do bem e do mal- Friedrich Wilhelm Nietzsche
Assim falava Zaratrusta- idem
Ler Nietzsche traz uma inquietude muito positiva pro espirito, se você tiver a cabeça sã é claro.
O que é Ideologia- Marilena Chauí
foi a iniciação da minha crítica política.
Os Melhores Poemas - Mario Quintana
crítico e apaixonado Mario Quintana, sua escrita é de uma beleza e crítica dada a sutileza dos grandes mestres.
 Na música:
Frank Zappa
o Frank Zappa era muito crítico e já pegava pesado com as letras desde os anos 70, embora sua grande produção fosse instrumental, quando falava, dizia muito. Inclusive foi convidado a depor no congresso estadunidense sobre a liberdade de expressão. No seu discurso tem uma frase que saiu muito boa " O congresso quer curar a caspa decepando a cabeça"
Ramones, Dead Kennedys, Sex Pistols
o punk de uma maneira geral,
David Bowie
White Stripes
White stripes tem riffs simples e contagiantes, lembrando que boa música pode ser feita de maneira sintética e ser excepcional.
Creedence Clearwater Revival
Eric Clapton
Eric Clapton é um clássico, sem mais, alguns podem falar mal do Blues dele, mas pra mim ele ainda é o deus da guitarra.
Raul Seixas
inigualável, sem mais.
Zé Ramalho
a poesia da musica dessa cara é digna de leitura assídua.
Júpiter Maçã
a loucura do júpiter maça é contagiante.
é complicado falar sobre isso, mas esses são os meus preferidos dentre meus prediletos. rsrsrs


desenho de Chico dos Santos

8) Você também é desenhista. Fale sobre esse trabalho visual e qual ligação que há com a música e a poesia.
 Desde pequeno desenho, toco e escrevo, mas faço os três de maneira muito preguiçosa sem dedicação, mas não consigo parar. Quando vem a ideia, eu tenho que traduzi-la, e ela vem em alguns desses formatos. Hoje em dia eu desenho muito pouco. Como Arquiteto estou sempre desenhando, mas desenhar tecnicamente com pitadas de liberdade não é a mesma coisa que desenhar livremente com pitadas de técnica. E ainda me pego escrevendo uma coisa ou outra, mas eu não posso ler depois, sou muito critico, e é muito fácil eu detestar o que escrevo depois de algum tempo, mas aprendi que no campo da subjetividade não existe certo ou errado, e assim vou colecionando coisas escritas, às vezes passo alguma a limpo, mas meu sonho é escrever um romance algum dia, publicar um livro.


desenho de Chico dos Santos

9) Qual a relação da Nextor e seus Mamilos com outras bandas alternativas?
Somos amigos da Malz Dreams, Jackies Knife, Macacos Me Mordam eles Vão se Matar, Bad Pig, Puro Álcool, DJ Gummy, e outros. Nem sei bem quem ainda está na ativa.  Nextor & Seus Mamilos é inimiga voraz do rock canalha de panelinhas excludentes. Tem muita gente que se acha o produtor por organizar um show, não vejo nenhuma produtora investindo numa banda, só vejo exploração e sacanagem. Já tivemos atrito com o pessoal da Fósforo, da Monstro e que estendemos a Construtora, e com o Vacas Magras. Não vou entrar em detalhes porque não quero nutrir desavenças há muito esquecidas por mim, mas ainda muito vivas pra alguns envolvidos.


10) Qual sua opinião sobre a descriminalização, regulamentação e
legalização da maconha? Tendo em vista a noticia recente do país vizinho Uruguai legalizando a cannabis.
Pra mim o que é natural não tem que ser proibido. A maconha foi vendida como cigarros índios pra fins terapêuticos da asma até o segundo reinado no Brasil. Original da Ásia, seu uso é milenar e sua proibição é totalmente politica. O Brasil só proíbe seguindo uma tendência estadunidense que proibiu lá e subordinou a todos a mesma situação. Os mexicanos são grandes consumidores e produtores da maconha, logo os Estados Unidos xenofóbico proíbe a maconha, ainda mais por não estar ganhando nada com isso, só perdendo grana. Faço a seguinte comparação: na época de invasão do Afeganistão pelos EUA a produção de papoula era mínima, com a invasão dos EUA ela aumentou drasticamente, é lá que os EUA colhe sua produção de opiláceos pra fins medicinais, aumentando a lucratividade farmacêutica em bilhões anualmente. EUA deveria ser criminalizado por tráfico de drogas. Ele produz para fins farmacêuticos as drogas mais pesadas do mundo, e não necessariamente essa finalidade farmacêutica é positiva. A liberação da maconha iria diminuir em muito o tráfico de drogas. O que alimenta o tráfico é a restrição, estudos provam. Nosso vizinho Uruguai segue uma tendência assim como na Holanda, acho que será um excelente exemplo para as Américas se for sancionado pelo presidente do Uruguai.



11) Quais os planos da Nextor e seus Mamilos para esse ano?
Sem planos. Gostaríamos de fazer uma grande festa, com strippers femininas, e ser algo beneficente, com cerveja barata.
É só uma ideia, mas você já está convidado, e mais, está convocado. 




12) E como é o processo de composição?
O Nextor compõe a maioria das músicas pra banda, eu costumo dar um retoque ou um pitaco, mas geralmente o Nextor chega já com um riff bem sacana e fica repetindo várias vezes até terminar de compor. Isso pode durar dias, meses, ou anos. Temos muitas músicas inacabadas de 2008. Eu costumo compor à parte, nada pra banda, coisa que eu toco pra minha namorada, ou mostro pra alguns amigos, bem diferente de Nextor & Seus Mamilos, algo puxado pro estilo Zé Ramalho.



13) Diga o que quiser. Fale mal de quem quiser, é o momento de falar o que bem entender. Diga qualquer coisa.
Queria só agradecer a honra de ser entrevistado por um artista talentoso como você meu amigo El Khouri, e dizer que em breve vamos nos reunir pra tomar uma cerveja gelada e ir no hipódromo apostar em cavalos. Sinto saudade do rock'n roll, fiquei muito botequeiro com o passar dos anos, sinto falta de andar bêbado pela cidade voltando de um rock'n roll.


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